O novo ano letivo já começou com um grande desafio: recuperar todo o aprendizado que ficou para trás em 2020. Escolas precisaram garantir que todo o conteúdo acumulado fosse recuperado, mas será necessário tempo e muito planejamento para que isso aconteça de forma satisfatória.

Em um momento atípico como o que estamos vivendo é preciso planejamento, mas também muita criatividade para não tornar o ensino engessado. Para conseguir superar a defasagem é preciso estudar dinâmicas mais flexíveis e estratégias de ensino integrado, que permitam mais autonomia para alunos e professores.

Para compensar o que ficou para trás, separamos algumas dicas valiosas. Confira abaixo o que você pode incluir no planejamento escolar.

1- Aumentar a carga horária:

Atualmente, os alunos passam em média quatro a cinco horas dentro das salas de aula. No entanto, com a pandemia, pode ser necessário aumentar esse tempo para que todo o conteúdo atrasado seja aplicado com eficiência.

2- Manter contato com a família, ainda que digital ou off-line

Além de fortalecer o vínculo com a família, é preciso manter esse contato periodicamente para garantir um ano letivo mais produtivo para todas as partes. Pode ser por meio digital, por telefone ou vídeo chamada, o que importa é usar o melhor recurso para cada família.

3- Metodologias ativas

Esses métodos de ensino colocam o aluno como protagonista da sua aprendizagem, tornando tudo mais envolvente e atrativo, principalmente para os alunos que ainda estão em casa.

4- Diversificar o ensino

Se a escola optar pela ampliação de carga horária o protagonismo deverá ficar ainda mais evidente, afinal, mais horas escutando o professor falar não serão efetivas para o aprendizado.

O que pode fazer a defasagem aumentar?

Apesar da tecnologia ter sido o motor do ensino remoto durante a pandemia, nem todos os brasileiros possuem os recursos necessários para acessá-la. Alguns obstáculos podem tornar o ensino a distância difícil, e até mesmo impossibilitá-lo.

Estrutura precária

De acordo com o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), entre a população brasileira mais rica, mais de 95% tem acesso à internet dentro da residência. Já com a população mais carente, esse número cai para 41%, sem contar que o sinal da internet é precário.

Esses dados confirmam que muitas escolas não conseguem entrar em contato com seus alunos, e essa falta de estrutura dificulta a continuidade doo ensino.

Relação família x escola

Se algumas famílias já não tinham um bom relacionamento com a escola ou demonstravam pouco interesse pela educação de seus filhos, a pandemia tornou tudo ainda mais difícil. Sem acesso à internet ou mesmo cadastros desatualizados nas secretarias dificultam o contato entre escola e família, atrasando ainda mais o ensino desses alunos.