Com quase 4 milhões de casos no país, ainda é preciso conhecer melhor a doença e como preveni-la.

Há pouco mais de seis meses foi constatado o primeiro caso do novo corona vírus no Brasil e, desde então, a rotina do país mudou consideravelmente. A orientação geral passou a pedir distanciamento social, fechamento de atividades não essenciais, higienização frequente das mãos, entre muitas outras medidas de contenção.

O COVID-19 é uma doença de fácil e rápida transmissão, podendo passar despercebido por muitos. Pela amplitude de sintomas e pela rápida disseminação, é preciso estar atento e conhecer mais sobre o vírus que parou o mundo.

Estágios de contaminação

Os sintomas costumam variar entre as pessoas infectadas, mas podemos distinguir três estágios de contaminação.

1. Infecção inicial

O vírus entra no organismo pelo nariz ou pela boca e pode chegar aos pulmões e estômago. Por esse motivo, os primeiros sintomas costumam ser tosse e/ou diarreia. O corpo terá uma resposta imunológica e atacará o vírus, impedindo sua replicação.

2. Envolvimento pulmonar

Nesse estágio, acontece a resposta imune adaptativa, em que são liberados anticorpos específicos. No entanto, o vírus pode se replicar antes que o sistema imunológico possa controlá-lo e o paciente evolui para um quadro de pneumonia viral.

3. Hiperinflamação sistêmica

O sistema imunológico não é capaz de eliminar o vírus e reage exageradamente, produzindo mais proteínas inflamatórias. O processo de reação pode gerar choque, colapso cardiorrespiratório e falência respiratória. A média de evolução para esse estágio é de 10%.  

Quanto tempo o COVID-19 resiste em superfícies

A principal forma de contágio acontece pelo contato com superfícies contaminadas, seguido pelo toque nos olhos, nariz e boca. Por isso a importância de sempre higienizar as mãos e evitar tocar o rosto. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, o Covid-19 pode permanecer ativo em superfícies pelo seguinte período:

Não existem estudos que comprovem a resistência do vírus em tecidos, mas outros tipos de vírus costumam sobreviver até 96h em diferentes tipos de tecidos.

Curva da pandemia no Brasil

Desde o início da pandemia, muito se fala sobre a curva de contaminação em cada um dos países atingidos pelo Covid-19. Enquanto alguns países registraram números de casos e óbitos elevados durante algumas semanas, a curva brasileira se destaca pela linearidade em números bastante altos.

O número de mortes no país atingiu um alto patamar no dia 19 de maio, registrando mais de mil óbitos em um único dia. Desde então, os números oscilam próximos à essa marca.

A curva brasileira de óbitos pelo Covid-19 é muito diferente dos outros países atingidos pelo vírus. Enquanto a maioria atingiu ‘pico’ e conseguiu decrescer no número de mortes, a curva brasileira está estagnada com números expressivos.

No mês de agosto, Brasil encontrava-se na segunda posição em número de casos e mortes, com 3.997.865 e 123.780, respectivamente.

Pandemia: o que isso significa e a importância de levá-la a sério

Desde o primeiro trimestre de 2020, quando a OMS declarou pandemia de Covid-19, o termo se tornou comum e amplamente utilizado. A palavra de origem grega significa “o povo todo”, caracterizada por uma nova doença contagiosa amplamente disseminada por todo o mundo. 

Junto com a pandemia, a utilização de máscaras e a higienização constante das mãos tornou-se obrigatória, assim como o distanciamento social. Se todos mantiverem os cuidados e orientações dos órgãos competentes, estaremos mais próximos de achatar a curva de contaminação do país e retornar às atividades rotineiras.