Desde março de 2020 vivemos uma rotina turbulenta, cheia de altos e baixos, incertezas e medos. Para os pais com crianças em idade escolar, tudo ficou mais complicado. Sem a escola onde as crianças passavam grande parte do diz, algumas o dia todo, muitos pais ficaram sem alternativas de com quem deixar os filhos.

Alguns recorreram a babás, outros montaram grupos com outros pais para revezar os cuidados de um pequeno grupo de crianças, outros deixaram com parentes, mas muitos não tiveram escolha a não ser enfrentar o home office com os filhos em casa. Toda essa situação aumentou o estresse e, para muitos, transformou a rotina em caos.

Depois de um ano de adaptações, mudanças e muitos desafios, grande parte das escolas reabriram e, mesmo com o ensino híbrido, parte da rotina familiar pode recuperar um pouco da normalidade. Para os pais e cuidadores que tanto sentiram a interrupção das aulas, como ficaram as atividades? O que mudou no dia a dia das famílias?

Ainda que muitos pais ainda permaneçam no modelo home office, o retorno escolar permitiu um respiro nas atividades diárias, fazendo com que os responsáveis tenham um pouco mais de controle da rotina, conseguindo manter o foco no trabalho, atividades domésticas e organização diária.

Ensino remoto para educação infantil? Como escolas fizeram dar certo

O baque de uma mudança repentina fez com que professores, pedagogos, coordenadores e todo o núcleo escolar pensasse em alternativas para a educação remota. Para os pequenos a dificuldade é ainda maior, pois a recomendação é que não fiquem tanto tempo em frente às telas e, principalmente, porque não se fixam em uma mesma atividade por longos períodos.

Então como manter a interação e o vínculo mesmo à distância? A coordenadora pedagógica da Galilio Kids, Unidade Fênix, Renata Maria de Paula Simioni contou como o colégio solucionou o empasse da continuidade educacional.

De início, Renata conta que utilizaram recursos audiovisuais para manter o contato visual e estabelecer vínculos. No entanto, a escola percebeu que apenas isso não era necessário para manter a atenção dos alunos e estimular as descobertas, pesquisas e investigações, tão importantes nesse início escolar.

“Portanto, o envio dos kits pedagógicos foi necessário. Os primeiros kits enviados eram bem diferentes dos últimos que elaboramos (já em 2021). Os kits se transformaram, nossa equipe se transformou e a realidade das famílias também. Pensamos e refletimos diariamente sobre os materiais que podemos incluir. Pensamos e repensamos em cada detalhe: papeis, cores, riscadores, embalagens, cheiros, texturas, estética de tudo isso e as cartinhas feitas à mão da professora para a criança”, explica Renata.

Com o passar do tempo, a escola aprendeu a melhorar os canais de comunicação com as crianças pequenas. As ferramentas digitais se tornaram um meio de rede de apoio extremamente eficiente para as famílias responsáveis. “Vimos que em um ano de isolamento, muito se transformou. Hoje as famílias sabem que as crianças “perderam” muito, mas também aprenderam muito na convivência familiar. Os laços continuam se fortalecendo. Afinal, família ou escola, todos procuramos pelo mesmo objetivo: o desenvolvimento integral das nossas crianças, com todos seus direitos assegurados”, finaliza a coordenadora.