Muitos ainda falam da educação infantil como uma forma de dar suporte aos pais que trabalham e não tem com quem deixar seus filhos. Além disso, muitos ainda enxergam esses anos iniciais da. Educação da criança como recreativos. Esse caráter de assistencialismo, apesar de ainda ser aplicado em alguns locais, ficou para trás. É preciso desmistificar esse pensamento e reforçar cada vez mais que a educação infantil tem caráter integrante na formação, está na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e, desde 2013, é obrigatória para crianças a partir dos 4 anos.

O caminho a ser trilhado por todas as escolas de educação infantil é muito bem descrito na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), no qual estão listados os direitos de aprendizagem, independente da região de residência ou classe social. A criança deve sempre ser a protagonista do ensino, ela deve ser incentivada a responder mais do que sim ou não, deve ser motivada a responder de forma mais completa.

Além das competências educacionais, a educação infantil permite que os pequenos desenvolvam competências sociais, cognitivas e emocionais, características essenciais para o bom desenvolvimento escolar. Temos na sociedade ótimos exemplos de projetos que trabalham o foco para que crianças consigam conviver melhor com os colegas, concentrar nas atividades propostas e ainda controlar impulsos. Habilidades importantes para a infância, mas principalmente para a vida adulta.

O cenário pandêmico deixou a maioria das crianças em casa, principalmente as que frequentam a educação infantil. Escola e casa se complementam e desenvolvem ainda mais as habilidades propostas, reforçando-se mutuamente. No entanto, enquanto estão apenas em casa, promover um ambiente doméstico saudável pode ser muito difícil, principalmente para famílias que enfrentam adversidades como pobreza ou violência. Em casos como esse, a educação infantil ainda atua com um papel social muito importante, protegendo e ajudando crianças a aprender a lidar com esse tipo de estresse e ansiedade.