Fecha escola, abre escola, ensino remoto, on-line, híbrido, inteligência artificial, aplicativos de conferência, metodologias ágeis. Tanto se ouviu nesse período em que estamos vivendo ativamente o isolamento social que é até difícil listar o tanto de coisas novas que aprendemos durante a pandemia. Muitas desses conceitos nortearão o ensino pós-pandêmico, englobando estratégias e metodologias que, quando não inovadoras, serão no mínimo inusitadas.

A maior aposta para o retorno de alunos e professores às salas de aula é o ensino híbrido, em que o professor, ainda que em sala de aula, é amparado por ferramentas digitais e/ou Inteligência Artificial. A tecnologia deverá estar cada vez mais presente nas futuras metodologias de ensino, tanto para professor quanto para alunos.

Humanização

Parece contraditório falar em uso ampliado de tecnologia em salas de aula e humanização no mesmo espaço. No entanto, a pandemia mostrou que é necessário cada vez mais olhar para os alunos como indivíduos únicos e entender as necessidades de cada um. Os docentes deverão entender e desenvolver capacidades socioemocionais para acompanhar as mudanças e dar ainda mais protagonismo aos alunos.

Novos caminhos

Cursos profissionalizantes em formato à distância e híbrido terão mais espaço no mercado, principalmente como uma forma de contornar o déficit deixado pela pandemia. Muitas instituições de ensino investiram em tecnologia, plataformas, softwares e modernos ambientes de aprendizado virtual. Os alunos foram, aos poucos, ganhando intimidade com as ferramentas. No entanto, existe uma outra modalidade de ensino pouco comentada, mas que deve ganhar espaço nos próximos anos: a Articulação dos Ensinos Médio-Técnico e Superior (AMS). Esse formato permite a formação nos ensinos Médio, Técnico e Superior em um período de cinco anos, reduzindo a evasão e ofertando mais possibilidades de desenvolvimento profissional para os estudantes.

Laboratórios e espaços maker

Quando falamos em pós-pandemia uma das melhores coisas a se fazer é a prática e, considerando as mudanças pós-pandemia, o trabalho em equipe, a criatividade e autonomia devem ser os pontos chave a serem trabalhados. Para tanto, o uso de laboratórios e espaços que permitam mais atividades práticas para complementar a teoria são fundamentais para o desenvolver melhor as habilidades citadas.

Multitarefas

A pandemia obrigou as pessoas a lidarem com muitas atividades simultâneas, home office, ensino remoto e as atividades domésticas. Com tudo convergindo para o online, a tendência é que o ensino virtual perpetue, gerando oportunidades para mais pessoas. No entanto, o senso de urgência é maior e a necessidade de se tornar multitarefas, gera mais expectativa, ansiedade e pode até levar a um quadro de pânico e outras doenças relacionadas ao estresse excessivo.

E você, qual dessas tendências você acha que chegou para ficar? Comenta conosco qual delas mais impactaria sua rotina.